quarta-feira, 29 de abril de 2015

Teste de reatividade ao estresse ajuda a detectar problemas cardíacos futuros


Especialista defende incorporação do teste ao SUS, para atingir toda a população

Embora exista há algum tempo em países desenvolvidos, o teste que mede a resposta do coração a uma situação simulada de estresse ainda não está disponível para a população brasileira como um todo. Apenas alguns hospitais, como o Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, dispõem do equipamento para avaliação clínica, de acordo com o cardiologista Antônio Claudio Nóbrega, para quem o estresse aumenta o risco de problemas cardiovasculares. O tema abriu, nesta quinta feira (16), o 32º Congresso de Cardiologia, da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.

Equipamento que avalia a relação do estresse com o ataque cardíaco foi tema do Congresso de Cardiologia

A abordagem é feita, como instrumento de pesquisa, em laboratórios da UFF (Universidade Federal Fluminense) – da qual Nóbrega é professor – e do Incor (Instituto do Coração), em São Paulo.

— É uma forma de estimarmos como o coração de uma pessoa reage em situações de estresse no dia a dia.

Controle o estresse, o sal e açúcar e fuja da hipertensão

Segundo ele, existe ampla literatura médica correlacionando eventos cardíacos, como infarto agudo do miocárdio, arritmias cardíacas ou acidente vascular encefálico, durante situações de estresse mental. Também existe relação entre a resposta exagerada do coração a uma situação de estresse, como indicador de risco futuro para desenvolver problemas cardíacos, como, por exemplo, hipertensão arterial.

O teste, disse Nóbrega, permite que o cardiologista possa tomar medidas preventivas mais intensas para a pessoa que apresenta risco aumentado de desenvolver hipertensão no futuro. Ele defende a necessidade de o teste ser divulgado e incorporado aos serviços de saúde brasileiros, incluindo o SUS (Sistema Único de Saúde), para que possa atingir todas as camadas da população.

De acordo com o professor da UFF, o teste ergométrico ou de esforço, praticado comumente no país, é útil para uma série de indicações.

— Ele tem menos especificidade quando a queixa do paciente é para um problema que ocorre durante situações de estresse psicológico, mental ou de conflito. Para uma pessoa que tem algum tipo de problema enquanto caminha, sobe uma escada, faz um esforço físico, o teste ergométrico é ideal para essa avaliação. Mas quando a pessoa tem sintomas durante uma situação de conflito psicológico no trabalho ou em família, existe esse teste específico de reatividade ao estresse mental. O teste de esforço tem menos poder de detecção do problema.

Hipertensão: o que você sabe sobre a doença?

Pesquisa publicada no ano passado, no Journal of the American Heart Association, mostra que entre indivíduos que têm depressão, os que reagem ao estresse mental de maneira exagerada têm maior risco de desenvolver infarto agudo do miocárdio.

As doenças cardiovasculares são consideradas, hoje, a principal causa de morte natural no Brasil, com destaque para acidente vascular encefálico e infarto agudo do miocárdio.

O 32º Congresso de Cardiologia reunirá cerca de 2,5 mil congressistas e sediará pela primeira vez, no próximo sábado (18), o simpósio da Sociedade Europeia de Cardiologia, que trará ao Brasil alguns dos principais especialistas mundiais em cardiologia.




Exercícios mal praticados na academia podem causar lesões


Para aqueles que não fazem ou pararam qualquer tipo de atividade física e pretendem reiniciar a prática de exercícios, são necessários cuidados específicos com ossos, articulações e ligamentos, para que essas atividades não causem problemas à saúde.

Caminhadas, prática de esportes e principalmente nas academias de ginásticas são as atividades mais procuradas para manter a forma e perder peso, porém são constantes as lesões em joelhos, ombros e coluna, devido à sobrecarga dos exercícios. A maioria deles executados sem a devida orientação.

  Além dos exercícios praticados na academia, o aluno tem que se atentar a outros itens, presentes no dia a dia, que ajudam com o aumento de lesões. É importante o esportista se preocupar com a postura durante o dia e no caso das mulheres também com o constante uso do salto alto.

  É fundamental, antes de iniciar qualquer atividade física, procurar um médico ou um fisioterapeuta com vivência em traumas do esporte, para receber orientação ideal para cada tipo físico e não exagerar nos exercícios. É importante também iniciar os exercícios de forma gradativa.

  O corpo não está acostumado com exercícios bruscos, pois é uma grande mudança, sem um período adequado para readaptação. Por isso o esportista tem de ficar atento com a série de exercícios praticados na academia e procurar uma que melhor se ajuste as suas necessidades, de forma que não agrida o sistema músculo-esquelético.


Maiores causas de lesões nas academias: 

- Excesso de carga nos exercícios de musculação = ocasiona em lesões musculares e sobrecarga nas articulações, além do risco de hérnias de disco;

- Postura inadequada durante os exercícios = ocasiona em dores nas costas e também risco de hérnias de disco e contraturas musculares;

- Ajuste inadequado de bicicletas em aulas de spinning = ocasiona em lesões de coluna e principalmente de joelho.

- Calçados inadequados na utilização da esteira e nas aulas coletivas = lesões por sobrecarga em joelhos e coluna lombar;

- Muitos alunos para poucos professores = não há correção adequada durante os exercícios;

- Exercícios inadequados para o tipo físico e idade do aluno = alunos muito jovens ou idosos não podem realizar determinados exercícios.

Prevenção das lesões

A prevenção é um fator de extrema importância. Os riscos devem ser avaliados pelos profissionais, que devem estar atentos a qualquer queixa do aluno. Para prevenir as lesões na academia devemos:

- Procurar um profissional da área esportiva para determinar o tipo de atividade adequada;
- Informe-se se a academia que frequenta possui profissionais de educação física formados;
- Iniciar os exercícios de forma gradativa;
- Realizar alongamento e aquecimento prévios para prevenir lesões musculares;
- Usar vestuário e tênis adequados;
- Não ir além do que seu organismo pode suportar;
- Qualquer dúvida sobre carga, ajuste das bicicletas ou posicionamento nos exercícios, procurar o professor imediatamente;
- Ao primeiro sinal de dor, PARE os exercícios;
- Se possível, contrate um personal trainer.

Devido a esses fatores, os alunos e professores devem estar atentos e uma avaliação física minuciosa para poder detectar qualquer fator que possa levar à lesões.